quinta-feira, 27 de março de 2008

Onze repetentes do pesadelo de 2004

Cinquenta e oito anos depois, o povo brasileiro continua a falar da célebre final do Mundial de 1950, como se tivesse sido ontem ao final da tarde. O Brasil perdeu em casa com o Uruguai, por 2-1, o Maracanã enegreceu e, ainda hoje, conseguimos sentir a angústia canarinha quando recorda a amarga derrota. Mesmo os que nasceram muito depois da data. Será que nos vai acontecer o mesmo relativamente ao Portugal-Grécia, de 2004? Claro que sim. Perder uma final não acontece todos os dias e muito menos em casa. Tristezas à parte, e dado ser impossível considerar o jogo desta noite de desforra - os treinadores resguardam-se por ser um jogo particular e nem apresentam a equipa mais forte -, torna-se, então, curioso descobrir o que resta dos dois onzes e respectivos substitutos que disputaram aquela final, a 4 de Julho de 2004, no Estádio da Luz. Ainda não passaram sequer quatro anos e é, portanto, facílimo descobrir o paradeiro dos 27 futebolistas que pisaram o relvado. Diga-se, em título de curiosidade, que apenas dois já abandonaram a prática do futebol profissional Zagorakis e Vryzas.

Comecemos pelos derrotados. Dos 14 jogadores portugueses que actuaram na capital, apenas cinco podem jogar esta noite em Düsseldorf Ricardo, Miguel, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Nuno Gomes. Inicialmente convocado, Cristiano Ronaldo acusou dores musculares e nem se deslocou à Alemanha, enquanto Maniche foi poupado na lista de eleitos apenas e só porque Scolari quer fazer experiências no meio-campo. Deco está lesionado e Jorge Andrade corre o risco de nunca mais voltar a ser opção, devido a sucessivas operações ao joelho. Por seu lado, as estrelas, Rui Costa, Luís Figo e Pauleta abandonaram a selecção por própria iniciativa. Casos contrários aos de Costinha e de Nuno Valente, que acabaram progressivamente esquecidos pelo seleccionador, por razões distintas.

Do lado helénico, são seis os que podem voltar a defrontar o conjunto luso. O guarda-redes Nikopolidis, os nossos conhecidos Seitaridis e Katsouranis, Basinas, Giannakopoulos e o maldito Charisteas (foi o autor do golo da vitória). De fora, estão Dellas, lesionado, e Zagorakis, o mítico capitão de Lisboa, que é agora o presidente do PAOK. Ausentes estão, igualmente, o central Kapsis e o lateral Fyssas (no Benfica, foi campeão nacional e ganhou uma Taça de Portugal, mercê de um golo seu ante o F. C. Porto de Mourinho). Quanto ao avançado Vryzas, já abandonou o futebol.

Depois da vitória em Portugal, só dois nunca mudaram de emblema Giannakopoulos e Papadopoulos, que se mantêm desde 2003 no Bolton e no Panathinaikos, respectivamente. Na selecção portuguesa, só três não alteraram o emblema Pauleta (PSG), Nuno Gomes (Benfica) e Cristiano Ronaldo (Manchester United).


in : Jornal de noticias

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